Aprendizado de segunda língua pode ter início aos três anos, dizem especialistas

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Existe idade perfeita para uma criança começar a aprender um segundo idioma? Para especialistas, a semente do bilinguismo pode ser plantada a partir dos três anos, antes mesmo da alfabetização na língua materna, que geralmente ocorre aos seis.

Nessa fase, os pequenos já desenvolveram uma linguagem expressiva e receptiva, ou seja, conseguem compreender e se comunicar, afirma Maria Regina Maluf, professora de psicologia da educação da PUC-SP.

Com essas habilidades já adquiridas no primeiro idioma, a criança é capaz de começar a armazenar os mesmos conceitos em uma outra língua, diz Silvia Corrêa, diretora acadêmica da escola de inglês Alumni.

É o caso de Rafael Neves Maldonado, 3, aluno do Centro Britânico, que já arrisca cores e números em inglês, conta a mãe, Patrícia.

Se a iniciação ocorrer antes da alfabetização, o aprendizado deve se restringir à fala e à audição, de acordo com educadores.

“O segundo idioma deve ser introduzido apenas do ponto de vista da oralidade. Assim, a criança vai treinando os sons, aprendendo a falar esses novos fonemas”, diz Quézia Bombonatto, conselheira da Associação Brasileira de Psicopedagogia.

“Quando a criança vai aprender a ler e a escrever, o primeiro foco deve ser sempre a língua oral que ela domina melhor, a que ela usa na família”, acrescenta a professora Maria Regina.

CONFUSÃO

Surge, então, a dúvida recorrente: os pequenos não confundem as duas línguas?

“O cérebro humano é muito plástico e não mistura as línguas. Ele lida com idiomas diferenciando os sistemas”, afirma Maria Regina.

Segundo Fabiana Mancini, mãe de Valentina Pina, 7, que se tornou aluna da Cultura Inglesa há um ano, não aconteceu confusão no aprendizado do novo idioma. “As crianças têm a mente muito aberta. O que for colocado lá elas vão assimilar”, diz.

De acordo com Bianca Garcia, pesquisadora e fundadora da Espiral Consultoria Linguística, o nível de proficiência e de sofisticação linguística alcançado por uma criança não pode ser comparado ao de adolescentes e adultos.

“Mas a criança se envolve de uma forma mais intensa com a língua estrangeira, o que dá a impressão de ela ser uma ‘melhor aprendiz’.”

Luisa Perin, 8, na Alumni desde os cinco, faz do inglês uma língua “secreta”.

“Geralmente, ela fala em inglês quando não quer que a irmã menor entenda algo”, conta Silvia, a mãe. Os dias de “privacidade”, no entanto, podem estar contados, já que a caçula, Bruna, 5, também começou a estudar o idioma há um ano.

 

Matéria da Foha de SP

 

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