Saiba como aproveitar o intercâmbio de um mês

6-motivos-para-fazer-um-intercâmbio-OK1Embarcar em um intercâmbio de idiomas é um investimento. Uma quantia considerável é reservada e, como retorno do “dinheiro aplicado”, espera-se voltar com gramática e fluência bem melhores da língua estrangeira estudada. Mas nem sempre isso acontece. Veja dica de 3 especialistas sobre como potencializar o intercâmbio de um mês.

A primeira coisa é saber se o curso de curta temporada é o mais indicado para seu nível de conhecimento do idioma. O de um mês, por exemplo, não é o mais indicado para estudantes com nível básico.

Se a pessoa não tem uma base mínima, com vocabulário e gramática suficientes, não vai conseguir praticar inglês e nem aproveitar o curso. Agora, se ele tem um ano para ficar no exterior, vale a pena ir mesmo sem saber nada.

Considerando-se o custo e benefício, o curso de um mês é o mais indicado àqueles cujo conhecimento do idioma se encontra em um nível entre intermediário e avançado. O ideal é que o “pacote” tenha, pelo menos, 18 horas de estudo por semana, sendo pelo menos 10 horas de aulas convencionais, e o restando em saídas de campo.

Para quem não se sente confortável com seu nível de idioma, aulas intensivas, feitas ainda quando se está no Brasil, dão mais confiança no cotidiano em outro país.

Participação

Outro dado que conta para tirar maior proveito do intercâmbio é a desenvoltura do aluno. “Sempre digo que são os tímidos que mais precisam da experiência de se estudar em outro país”, diz Flávio Crusoé, da agência BEX. “A timidez pode fazer com que o intercambista não aproveite ao máximo essa oportunidade. Lá fora, ele tem a chance de quebrar essa timidez e desenvolver habilidades de relacionamento interpessoal e trabalho em grupo.”

Quanto mais desinibido for, melhor”, comenta Thais. Justamente são esses estudantes com perfil “cara de pau” que se arriscam a falar – corretamente ou não – o idioma estrangeiro, que se soltam bem e, consequentemente, aprendem mais rápido. Ela aponta que o perfeccionista tem mais dificuldade. “Ele não fala para não passar vergonha e não cometer erros. Pensa muito na hora de conversar. Aí, trava.”

A sugestão é se envolver com o cotidiano e com os moradores locais. “Procure sair sozinho na rua, ir até o mercado, pedir sua própria conta e comida, mesmo que seja usando mímica”, indica Ágatha Paixão, consultora da STB (Student Travel Bureau).

Tente falar sempre no idioma que se está estudando. O maior risco é o de ir até outro país e fazer um grupo de amigos brasileiros e não exercitar o idioma desejado. “Não pode é ficar entre brasileiros, pedindo ajuda para seus conterrâneos para serem seus tradutores”, completa  Ágatha.

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